O QUE É O CENTRO
DRAMÁTICO DE VIANA?
 
 
     O CENTRO DRAMÁTICO DE VIANA é a companhia profissional de teatro,

        residente no Teatro Municipal Sá de Miranda, em Viana do Castelo.
 

 

 
Teatro Municipal Sá de Miranda, sede da companhia.
 

Dirigida artisticamente pelo encenador Castro Guedes e administrativo-financeiramente pelo economista Carlos Borges, fez a sua estreia pública em 6 de Dezembro de 1991 com o nome de Teatro do Noroeste, sob a direcção de José Martins, no âmbito do Centro Cultural do Alto Minho, autonomizando-se como cooperativa em 1994 e passando a adoptar a designação actual em 2003. E já em 2009 foi-lhe concedido o estatuto de pessoa colectiva de utilidade pública.

Em 18 anos de actividade (até 6 de Dezembro de 2009), o CDV registou 341.775 espectadores em 2.637 representações num total de 94 produções, com textos de 51 dramaturgos (21 portugueses) em que colaboraram 166 actores, 19 encenadores e 42 outros criadores, entre músicos, cenógrafos e demais técnicos, para além de desenvolver um amplíssimo trabalho no domínio da formação, da animação teatral e do apoio a outras organizações culturais do concelho e da região.

Cônscio da sua responsabilidade sociocultural numa região carenciada, o CDV pratica preços sociais de bilheteira e diversifica o seu reportório estética e estilisticamente, procurando satisfazer diferenciados públicos-alvo, tendo elegido como estratégia, de há 6 anos para cá, uma política de captação alargada de públicos em simultâneo com um percurso desses mesmos públicos no sentido de criar, estimular e educar o gosto e apetências culturalmente mais desenvolvidas e mais exigentes. E, neste trabalho, realiza também um verdadeiro serviço educativo pela arte, traduzido em produções para infância e várias outras vertentes de animação para este mesmo público e para públicos juvenis, privilegiando a ligação à escola.

Paralelamente a estas preocupações resultantes da noção de serviço público, o CDV, embora desde a primeira hora preocupado com a qualidade artística do seu trabalho, tem igualmente, pautado a sua gestão económico-financeira por uma política de rigor e contenção, não tanto já em resultado das dificuldades financeiras sob que trabalha, mas porque se julga e assume como mero fiel depositário dos dinheiros públicos com que a Câmara Municipal de Viana do Castelo, esta desde a primeira hora, e o Ministério da Cultura/DG Artes financiam uma actividade que, sem eles seria impossível concretizar.