Programação Principal

REI LEAR
10 novembro | 21h30


© João Tuna

Esta é uma peça sobre um mundo a desmoronar-se! O homem é o seu próprio projeto e esse projeto é o espaço das suas escolhas, das suas decisões, das suas acções - ou seja, da sua liberdade. Quando Lear abandona levianamente as funções que lhe competem e, publicamente, declara o amor das filhas como mercadoria - que vale mais ou menos segundo a profusão e beleza das palavras que o exprimem - a sua cegueira, arrogância e vaidade provocam um tal cataclismo que é como se o eixo da terra se desviasse para lhe inscrever na carna e no espírito o que é ter nada quando se teve tudo.

Co-produção Ensemble - Sociedade de Actores, Teatro Municipal de Brangança e Teatro Nacional de São João Texto William Shakespeare Tradução Fernando Villas-Boas Encenação Rogério de Carvalho Interpretação Jorge Pinto, Ivo Alexandre, João Castro, Elmano Sancho, Miguel Eloym, Isabel Queirós, Pedro Galiza, Vânia Mendes, Simão do Vale, Raquel Pereira, António Parra, Diogo Freitas, Daniel Silva Cenografia Pedro Tudela Música Ricardo Pinto Figurinos Bernardo Monteiro Desenho de Luz Jorge Ribeiro Direção Técnica Manuel Alão Assistência de Encenação Emília Silvestre

M/12
Duração aproximada:
2h30 (com intervalo)

 


 

O GRANDE TRATADO DE ENCENAÇÃO
11 novembro | 21h30

Em 1962, António Pedro escreve Pequeno Tratado da Encenação, uma obra que introduz em Portugal uma discussão estruturante para a aventura do teatro de arte europeu - a defesa da encenação como um discurso organizador do espetáculo e como um dispositivo revelador de uma visão única e autoral. A partir da obra de António Pedro, construímos uma situação dramática onde três jovens, no Portugal dos anos 1950, discutem a utopia de um país novo, como se de um novo espetáculo de teatro se tratasse. Lá fora pressente-se que o mundo se transforma. Cá dentro, aproveitando a energia dos melhores anos da juventude, projeta-se, lê-se, discute-se, argumenta-se sobre qual a melhor maneira de construir um país novo/um novo espetáculo. "O Grande Tratado de Encenação" é o primeiro espetáculo da Trilogia da Juventude, ao qual se segue "A Tecedeira que lia Zoila" e "Maioria Absoluta".

Companhia TEP - Teatro Experimental do Porto Texto Gonçalo Amorim e Rui Pina Coelho (a partir de António Pedro) Encenação Gonçalo Amorim Interpretação Catarina Gomes, Paulo Mota, Sara Barros Leitão Cenografia e Figurinos Catarina Barros Desenho de Luz Francisco Tavares Teles Música João Rosário


M/12
Duração aproximada: 
70 min. 

 


 

O SONHO DE PEDRO
12 novembro | 18h30


© Rui Carvalho
 

Um dia, ao brincar no escritório do avô, o Pedro encontrou uma letra que caiu da sopa. Palavra puxa palavra, a letra mostra ao Pedro como ler é um prazer! Com as letras, o Pedro começa a gostar de ler e escrever belos textos, poesia e até teatro. E numa viagem pela imaginação e pelo sonho, o Pedro vai aprender que também podemos escrever quando pintamos ou modelamos. Só depende da emoção que temos no coração! Uma viagem de sonho à vida e obra do artista António Pedro, em que o Ler, o Ser e o Fazer dão as mãos!

Companhia Teatro do Noroeste - Centro Dramático de Viana Texto Ricardo Simões Encenação Elisabete Pinto Interpretação Adriel Filipe, Ana Perfeito, Ricardo Ferreira, Tiago Fernandes Voz Off Raquel Amorim Cenografia Catarina Barros Direção Musical e Banda Sonora José Prata Iluminação Nuno Almeida Figurinos Andreia Lopes


Todos os públicos
Duração aproximada: 
60 min.

 


 

COMO UM CARROSSEL
13 novembro | 18h30


© Susana Neves
 

O que é a vida?... é andar sempre à volta do sol, como um carrossel à volta do sol. "Como um Carrossel" conta a história de uma menina que vai crescendo numa espécie de viagem ao longo da qual muitas perguntas são lançadas e estimulam a sua relação com o mundo. O público viaja através do olhar da menina e da forma espontânea como se relaciona com a vida. Escrito e encenado por João Paulo Seara Cardoso (1956-2010) em 2006 para o Teatro de Marionetas do Porto, "Como um Carrossel" é uma nova criação com base no texto "Como um Carrossel à Volta do Sol". Nesta nova versão, além de uma reescrita, foram incluídos momentos em Língua Gestual Portuguesa, num gesto de aproximação a mais pessoas. Esta peça representa a caminhada pela vida, entre a alegria e a tristeza, o medo e a esperança, um texto que incentiva o voo imaginativo das crianças.

Co-produção Teatro de Marionetas do Porto e Teatro Municipal de Matosinhos Constantino Nery Texto João Paulo Seara Cardoso Encenação e Cenografia Isabel Barros Interpretação Micaela Soares, Vítor Gomes Marionetas e Animação João Apolinário, Francisco Magalhães Música Carlos Guedes Desenho de Luz Filipe Azevedo Adaptação para Língua Gestual Portuguesa Joana Cottin Produção Sofia Carvalho Design Gráfico e Assistência de Produção Pedro Ramos Operação de Luz, Som e Vídeo Filipe Azevedo Técnicos de Construção João Pedro Trindade, Rosário Matos Confeção de Figurinos Cláudia Ribeiro, Marlene Rodrigues Cabeleireira Cristina Soares Fotografia de Cena Susana Neves


M/3
Duração aproximada: 
50 min.

 


 

GUARDA MUNDOS
14 novembro | 18h30


© Paulo Pacheco
 

Que memórias estão presentes na roupa que vestimos ou nos objetos que utilizamos ao longo de uma vida? Que histórias ficam guardadas em gavetas? O que guarda um guarda-fatos? "Guarda Mundos" é um espetáculo construído sobre um objeto muito particular, o guarda-fatos. Este objeto é na infância símbolo de refúgio e de portal para uma outra dimensão, capaz de atrair a curiosidade das crianças e as catapultar para o universo da imaginação. A peça explora universos fantástico através do jogo com peças de roupa, lençóis, peluches, cabides. O resultado é uma viagem vertiginosa, um espetáculo acrobático, com uma forte componente visual e simultaneamente mágico. "Guarda Mundos" é um mergulho no espaço íntimo, uma viagem pelo imaginário individual com uma paisagem recheada de medos, desejos e sonhos.

Co-produção Teatro da Didascália, Casa das Artes de V. N. Famalicão, Teatro Municipal do Porto, Centro de Arte de Ovar e Teatro Municipal de Bragança Encenação Bruno Martins Criação e Interpretação Bruno Martins, Cláudia Berkeley, Luciano Amarelo Música Original Alberto Fernandes e Rui Souza Cenografia Sandra Neves Figurinos Cláudia Ribeiro Desenho de Luz Valter Alves Apoio à Acrobacia Aérea Juliana Moura Produção Executiva Ludmila Teixeira


M/6
Duração aproximada: 
50 min.

 


 

AUTO DA ÍNDIA
15 novembro | 21h30


© DR
 

No esplendor da juventude, uma mulher vê o seu marido partir para a Índia, destino incerto de onde provinham muitas riquezas. Este é o retrato do quotidiano quinhentista, de uma mulher, entre tantas outras, durante o apogeu dos Descobrimentos, que vendo o seu marido partir na Armada de Tristão da Cunha, em busca de fortuna e glória, optou por desafiar as suas obrigações morais de mulher casada e de ser feliz à sua maneira, durante a ausência do seu marido. É então que se desenrolará uma série de peripécias que lhe tirarão o sono...

Companhia Krisálida - Associação Cultural do Alto Minho Encenação e Dramaturgia Nuno J. Loureiro Interpretação Alexandre Martins, Carla Magalhães, Filipa Almeida Desenho de Cenário e Figurinos Nuno J. Loureiro Desenho de Luz Rui Gonçalves Sonoplastia Nuno J. Loureiro Confeção de Figurinos Helena Matos Execução do Cenário Carpintaria José Sá Operação de Luz e Som Ricardo Magalhães Direção de Cena Filipa Almeida Produção Executiva Carla Magalhães Secretariado Maria Meixeiro


M/12
Duração aproximada: 
50 min.

 


 

13
16 novembro | 21h30


© Carlos Teles
 

Em 2017 celebra-se o 100º aniversário das aparições de Fátima. Estas celebrações coincidem com o 13º aniversário da Peripécia Teatro e a sua criação de 2017 será a 13ª produção. Os três pastorinhos são personagens da primeira criação desta companhia, estreada em Maio de 2004: "IBÉRIA - A Louca História de uma Península". Tendo em conta estes sinais, o espetáculo tem o título "13" e estreou em Maio de 2017 a 40km da Cova de Iria: Benedita, Concelho de Alcobaça. Dá para ir a pé. O espetáculo "13" não segue uma linha narrativa próxima ao thriller bíblico, nem uma linha cómica sobre a fé paranormal. Também não segue uma linha satírica sobre o fanatismo milagreiro nem uma linha dramática sobre três crianças num Portugal profundo, em plena Primeira Grande Guerra, à procura do amor e da protenção que lhes faltou. "13" é um nó cego entre todas estas linhas.

Companhia Peripécia Teatro Criação e Interpretação Ángel Frágua, Noelia Domínguez, Sérgio Agostinho Iluminação Paulo Neto Produção Executiva Sara Casal Co-Criação e Direção José Carlos Garcia


M/12
Duração aproximada: 
75 min.

 


 

AS CRIADAS
17 novembro | 21h30


© DR
 

Genetialidade - Como numa matrioska o texto dentro do testo, como numa história que se repete sem fim como duas irmãs devotas e humildes como numa cebola que descasca como numa vida que se vive com o prazer de um serial killer como duas criadas que vestem gestos da patroa como que adrenalina que se experimenta como duas irmãs que treinam o ódio para atingir o indizível como numa aliança de sangue como num terço que se reza sem fim como que em voz baixa como duas irmãs curvadas como o cuspo que nos sai da boca como o escarro que se engole e nos aperta a goela como se vive a Liberdade como o suor duma penetração anal como um ranger de dentes num silêncio de gelo como um pedaço de carne que sai quente do forno e como entra à força na boca do corpo como se maquilha a Solidão como dois corpos que se combatem como duas bocas que se abrem como duas bocas que se fecham como o tempo do silêncio como quando nada se escuta como a palavra: AMOR!

Co-produção Companhia de Teatro de Braga, Seiva Trupe - Teatro Vivo Texto Jean Genet Autor Abel Neves Direção Abel Neves Encenação Rui Madeira Interpretação Mariana Reis, Sílvia Brito, Solange Sá Assistência de Direção António Jorge Cenografia Acácio de Carvalho Adereços António Jorge, Manuela Bronze Figurinos Manuela Bronze Criação Vídeo Frederico Bustorff Criação Sonora Pedro Pinto Design Gráfico Carlos Sampaio Fotografia Paulo Nogueira Desenho de Luz Nilton Teixeira


M/14
Duração aproximada: 
80 min.


 

SUBTERRÂNEO
18 novembro | 21h30


© DR
 

Vinte anos depois de uma experiência marcante do seu percurso, Nuno Cardoso volta como ator a "Subterrâneo", partindo do texto homónimo de Dostoiévski, que definiu o mundo que criou nessas páginas como "estranho, áspero e louco". Desta vez com encenação de Luís Araújo e uma nova dramaturgia, "Subterrâneo" é a voz de um homem acossado que se entrega a um monólogo pleno de desencontros e contradições. A peça parte de "Cadernos de Subterrâneo", ponto de viragem na obra de Dostoiévski, que antecederia e marcaria as suas principais obras, despertando de forma implacável uma nova consciência sobre o lugar do homem na sociedade e avançando para territórios não explorados da literatura, o que levaria George Steiner a considerá-lo, em termos formais, o mais decisivo texto para a modernidade literária. "Subterrâneo" é um monólogo que constantemente se reinventa como falso diálogo com interlocutores imaginários, fingindo respostas que de imediato desmonta, num jogo de espelhos onde fuga e confronto se equivalem, aqui exposto na solidão do palco.

Co-produção Ao Cabo Teatro, Centro Cultural Vila Flor, Centro de Arte de Ovar, Theatro Circo de Braga Dramaturgia Luís Araújo e Nuno Cardoso, a partir de "Cadernos do Subterrâneo", de Fiódor Dostoiévski Encenação Luís Araújo Interpretação Nuno Cardoso Cenografia Tiago Pinhal Costa Desenho de Luz Rui Monteiro Sonoplastia Pedro Augusto Direção de Produção Pedro Jordão Produção Executiva Alexandra Novo Direção Administrativa e Financeira José Luís Ferreira Design  Carlos Sampaio Fotografia Staedtler, Anjos Urbanos

M/12
Duração aproximada: 
75 min.

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 Informações: 258 823 259 | 967 552 988 

 geral@centrodramaticodeviana.com